Senhores Passageiros

sobre aeroportos, aviões e afins

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Ricardo Gallo é repórter da Folha

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Tour pela Coreia do Norte revela aviões da década de 1960

Por Ricardo Gallo

Sam Chui é um dos “spotters” (como são conhecidos os fotógrafos de aviação) mais conhecidos no mundo. Nascido em Hong Kong e vivendo em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, ele já viajou para mais de 50 países e fez mais de mil voos para registrar e descrever a aviação comercial, que considera sua grande paixão.

Pois Sam fez, no ano passado, um tour que é um delírio para entusiastas de aviação: foi à Coreia do Norte para conhecer a frota da Air Koryo, a companhia aérea local.

É como uma viagem ao passado: primeiro, pela visita ao país, a nação mais fechada do mundo; depois, pelos aviões que compõem a frota –a maioria, aeronaves russas fabricadas décadas atrás e que você não encontra em qualquer aeroporto por aí.

Não é só ir lá conhecer a frota: o passeio consiste em entrar e viajar nesses aviões. Mais do que isso, é possível fotografar essas aeronaves, algo que o governo norte-coreano não permite a qualquer turista. São oito tipos de aviões, entre ucranianos Antonovs e russos Ilyushins e Tupolevs.

QUANTO CUSTA

Sam fez a viagem por uma agência que leva aficionados em aviação para tours na Coreia do Norte. Há ao menos outra empresa que faz o mesmo serviço.

O preço na Juche, a agência que Sam contratou, é algo salgado: são R$ 5.890 (ou 1.995 euros), partindo de Pequim. Ou seja: um turista que queira sair do Brasil terá que providenciar passagem até Pequim, o que custava pelo menos R$ 2.900 ontem.

O próximo tour acontece de 17 a 24 de maio do ano que vem.

O valor inclui o transporte ida e volta entre Pequim e Pyongyang (capital da Coreia do Norte), acomodações em hoteis de três a cinco estrelas em Pyongyang, Myohyang, e Monte Paektu, café da manhã, almoço e jantar com direito a uma bebida.

Uma das coisas mais legais: o turista pode participar de uma sessão de perguntas e respostas com a tripulação de um dos voos. Tudo, como é praxe na Coreia da Norte, acompanhado por guias locais.

Não estão incluídos, entre outros, o visto para a Coreia do Norte, que será providenciado pela agência e custa R$ 148, nem bebidas.

Uma curiosidade: o turista é encorajado a levar de 5 a 10 euros para depositar flores em um memorial em homenagem a Kim Il Sung, o “grande líder” norte coreano, avô do jovem ditador Kim Jong-un.

O blog falou com Sam, que gentilmente cedeu as imagens do tour –elas estão na galeria que você vê aqui embaixo:

PS: a descrição completa da viagem você encontra, em inglês, no site do próprio Sam, aqui e aqui.

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