Senhores Passageiros

sobre aeroportos, aviões e afins

 -

Ricardo Gallo é repórter da Folha

Perfil completo

Publicidade

Copa do Mundo deve alterar cerca de 25% da malha de voos atual do país

Por mariana barbosa

As empresas estimam que cerca de 25% dos voos em vigor hoje deverão sofrer modificações durante as quatro semanas da Copa. Portanto, passagens compradas hoje para voar no período da Copa poderão sofrer alterações. Da mesma forma, voos que hoje não existem aparecerão no sistema quando as companhias tiverem a nova malha de voos da Copa aprovada.

Durante reunião dos presidentes das companhias aéreas com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, Anac, e representantes da Aviação Civil, Fazenda e outros órgãos do governo, nesta quinta-feira em Brasília, ficou acertado que as companhias deverão colocar em seus sites uma explicação sobre possíveis mudanças nos voos para o período da Copa. A explicação deve começar a ser veiculada no site das empresas dentro de dez a 15 dias.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) estima que a nova malha de voos ficará disponível a partir de janeiro. A malha começará a ser elaborada pelas empresas imediatamente após o sorteio da Fifa de 6 de dezembro, quando será conhecido quais seleções jogarão em cada sede.  Uma vez elaborada pelas empresas, a nova malha terá de ser aprovada pela Anac. Isso deve levar cerca de duas semanas, mas devido às festas de fim de ano, a estimativa é de que só a partir de janeiro as empresas começarão a vender os bilhetes relativos aos novos voos.

Isso significa que o melhor momento para comprar bilhetes será no início de janeiro – ou assim que a nova malha entrar no ar. E não imediatamente após o sorteio da Fifa, conforme divulgado anteriormente pela Abear.

Na reunião, ficou acertado ainda que a Anac passará a monitorar os preços das passagens mais de perto. E não só em relação ao preço de voos já realizados, como também de preços futuros.

“Ficou claro o nosso compromisso de prestar as informações com transparência e que também não temos dificuldade em prestar contas”, afirmou o presidente da Abear, Eduardo Sanovicz. “Esse é nosso cotidiano, somos setor regulado.”

 

 

Blogs da Folha