Senhores Passageiros

sobre aeroportos, aviões e afins

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Ricardo Gallo é repórter da Folha

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O que deve mudar no Brasil sobre o uso de equipamentos eletrônicos a bordo

Por Ricardo Gallo

Hoje a FAA, a Anac dos Estados Unidos, anunciou a liberação do uso de equipamentos eletrônicos durante todas as fases do voo.

Isso significa que, por lá, os passageiros poderão usar celulares, tablets, videogames antes e depois da decolagem e antes e depois do pouso. Há uma condição: de que os aparelhos estejam em “modo avião”, em que não há transmissão de sinal.

A única condição é que os passageiros mantenham os celulares nos bolsões à frente dos assentos durante a decolagem e a aterrissagem.

Hoje, o uso de equipamentos eletrônicos é liberado, tanto nos EUA quanto no Brasil, a partir de 3.000 metros de altura.

Fazer ligações e conectar-se à internet continuam proibidos, exceto se o serviço for oferecido pelas companhias aéreas usando dispositivos já existentes no avião –a maioria das empresas americanas têm wi-fi a bordo.

Segundo informe da FAA, as companhias aéreas americanas terão que provar ser seguro usar aparelhos eletrônicos a bordo em qualquer etapa do voo. A agência diz esperar que a partir do final do ano as empresas comecem a mudar seus procedimentos e passem a seguir as novas regras.

As decisões são resultado de um grupo de trabalho formado por fabricantes de avião, empresas aéreas, passageiros e funcionários das empresas.

O QUE MUDA POR AQUI

A autorização da FAA vale para voos domésticos e internacionais de companhias americanas.

Assim, empresas como American Airlines/US Airways, Delta e United, que voam para o Brasil, poderão permitir em voos de e para o Brasil –assim como para qualquer outra parte do mundo– o uso de eletrônicos a bordo nos próximos meses.

A segunda etapa é a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) aderir à regra. A tendência é que isso aconteça, embora não de modo automático: na aviação as decisões são globalizadas e costumam ser seguidas por outros países.

O que deve ocorrer agora é a agência passar a estudar o assunto a partir do pedido das empresas aéreas.

A Gol, por exemplo, já havia pedido autorização para que seus passageiros usassem celular depois da aterrissagem. A Anac pediu testes para que a Gol provasse não haver risco.

O blog consultou a Anac e espera uma resposta oficial sobre o assunto.

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