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Ricardo Gallo é repórter da Folha

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Gol voa de Orlando para São Paulo com bioquerosene de cana-de-açúcar

Por mariana barbosa

Um avião da GOL partiu de Orlando (EUA) nesta quarta-feira (30) com uma mistura de querosene de aviação feito a partir de cana-de-açúcar.

Produzido pela Amyris em sua fábrica localizada em Brotas, interior de São Paulo, o combustível teve que ser exportado para os EUA para poder ser usado pela Gol.

O combustível já foi certificado internacionalmente, pela ASTM International, certificadora internacional de padrões industriais, mas o certificado não é reconhecido automaticamente pela ANP.

A agência brasileira fará a análise do caso em um processo que pode levar 90 dias. Até a conclusão do processo na ANP, não é possível abastecer com o produto nos aeroportos brasileiros.

A mistura que abasteceu o Boeing 737-800 da Gol foi composta de 10% do combustível renovável de cana e 90% de combustível fóssil.

Gol e Amyris trabalham desde outubro de 2013 em um programa de uso de combustível de aviação renovável derivado de cana-de-açúcar.

“Este ano a GOL consolidou importantes projetos relacionados ao seu compromisso com a sustentabilidade do setor.

Operamos o primeiro voo do Aeroporto Tancredo Neves, em Confins (MG) abastecido com biocombustível, concluímos 200 voos verdes iniciados na Copa do Mundo e agora somos a primeira aérea brasileira a realizar um voo internacional com combustível renovável e, além disso, derivado da cana-de-açúcar brasileira”, disse Pedro Scorza, diretor Técnico Operacional da GOL.

A meta da Gol é alcançar o marco de 1% de combustível renovável na frota da GOL em 2016.

Avião da Gol sendo abastecido em Orlando (crédito: divulgação)
Avião da Gol sendo abastecido em Orlando (crédito: divulgação)

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